As mentiras do Apocalipse Protestante! 

Jerusalém: A babilônia que despareceu.

Jerusalém: A babilônia que despareceu.

Jerusalém: A babilônia que despareceu e nunca mais foi encontrada.

"Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembleia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição" (Carta aos Hebreus, Capítulo XII, Versos XXII e XXIII)

Para iniciar esse artigo, eu quero que os estimados leitores atenham-se para esse texto por mim citado (acima). Observem como o autor se refere a JERUSALÉM CELESTIAL como a cidade de Deus vivo. Ao longo do artigo, os leitores compreenderão que, existem duas cidades chamadas Jerusalém:

 

  • Jerusalém Celestial.
  • Jerusalém Terrena.  

 

É importante saber que, A Jerusalém almejada pelos Cristãos é a Jerusalém Celestial, que por sinal, substitui a Jerusalém Terrena que se prostituiu com seus filhos.

Nesse artigo, eu fazer uma explicação sobre a babilônia do apocalipse que desapareceu e nunca mais foi achada. Nossos amigos protestantes sugerem que essa babilônia seja Roma, ou, eles sugerem que essa babilônia seja a Santa Igreja Católica. O que eu farei é, interpretar o apocalipse da forma correta, e assim, provar Biblicamente e historicamente que essa babilônia se trata da Jerusalém terrena. Observem esses textos abaixo:

“E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada [...] porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias. E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra” (Apocalipse, Capítulo XVIII, Versos XXI ao XXIV)

“E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar [...] tal foi este tão grande terremoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram [...] e da grande babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. E toda a ilha fugiu; e os montes não se acharam. E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande” (Apocalipse, Capítulo XVI, Versos XVII ao XXI)

A babilônia foi destruída, despedaçada, humilhada e SUMIU do mapa (risos). Realmente, eu percebo nesses debates, que nossos amigos protestantes sofrem com a SÍNDROME DE TOMÉ. Ou seja, acreditar apenas no material e no carnal. Para eles, nossos amigos protestantes, tudo tem que ser material e carnal, nada pode ser espiritual. Porém, e para infelizmente protestante, as revelações são espirituais.

Nos últimos dias, eu li alguém comentar sobre a babilônia destruída, no qual, nunca mais iria seria encontrada. Claro, eles creem que Jerusalém jamais poderia ser essa babilônia, pois, o seu território existe até os dias de hoje.  Segundo os protestantes, a suposta babilônia iria desaparecer do mapa como em um passe de mágica. Infelizmente, para os protestantes, isso não é possível, pois, nem uma guerra nuclear iria tirar a cidade de Jerusalém de onde ela está nesse momento, aliás, nenhuma outra cidade. Apesar de que, os protestantes conseguiram mover Gólgota da cidade de Jerusalém para a cidade de Roma. Literalmente, a fé protestante moveu montanhas!

Mas, enfim, será que Jerusalém se reergueu depois das tribulações no primeiro século? ONDE ESTÁ O TEMPLO? Essa é uma pergunta importante, pois, esse artigo vai girar em torno do templo de Jerusalém.

Vamos nos lembrar de Sodoma e Gomorra. Duas cidades extremamente destruídas, no qual, desapareceu, mas, os seus territórios ainda continuam no mesmo lugar.

Se condenou à destruição e reduziu à cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra para servir de exemplo para os ímpios do porvir; se, enfim, livrou o justo Lot, revoltado com a vida dissoluta daquela gente perversa" (II Carta de São Pedro, Capítulo II, Versos VI ao VII)

Falando um pouco sobre Jerusalém na era apostólica; como essa cidade era conhecida, quais eram as suas particularidades, o porquê que as nações almejavam tanto o seu domínio territorial. 

Alguém sabe como era chamada a cidade de Jerusalém, tanto pelos judeus quanto pelas nações? Observem as palavras de Jeremias:

As ruas de Jerusalém, outrora tão movimentadas e cheias de gente, estão agora desertas, silenciosas. A cidade, como uma viúva abatida pelo peso do desgosto, senta-se, desolada, no meio da sua amargura. Ela, que já foi antes a rainha das nações, é agora uma escrava (Lamentações, Capítulo I, Verso I)

Obs.: Caros leitores guardem essa palavra escrava. No final do artigo os leitores entenderão.

Quem escreveu esse texto foi nada mais, nada menos que, o profeta Jeremias, mais conhecido como: o profeta “CHORÃO”. Alguém tem duvidas que essa profecia fora uma visão apocalíptica? Quando foi que Jesus Cristo profetizou que Jerusalém iria ficar deserta como a profecia de Jeremias? Observem:

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Edificais sepulcros aos profetas, adornais os monumentos dos justos e dizeis: Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos manchado nossas mãos como eles no sangue dos profetas [...]. Em verdade vos digo: todos esses crimes pesam sobre esta raça.  Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas... e tu não quiseste! Pois bem, a vossa casa vos é deixada deserta (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXIII, Versos XXIX ao XXXVIII)

Caros leitores perceberam que Jesus Cristo está se referindo a mesma profecia do profeta chorão? Prestem atenção como os dois textos se referem a Jerusalém que se tornaria uma cidade DESERTA!

O mais importante no texto de Jeremias é, a forma com que Jerusalém era conhecida. Observem as palavras de Jeremias: “Ela, que já foi antes a rainha das nações, é agora uma escrava”.

RAINHA ENTRE AS NAÇÕES!

Eu creio que nenhuma cidade no mundo, principalmente naquele momento, seria chamada de rainha entre as nações, se a mesma, não fosse importante para o cenário mundial e para humanidade.

Eu sei que nossos amigos leitores devem estar se perguntando: o que isso tem a ver com a cidade que despareceu? Resposta é simples. Eu quero que os leitores entendam que, Jerusalém era uma cidade conhecida por todas as nações circunvizinhas, no qual, essa GRANDE CIDADE, possuía dois pontos específicos determinantes para esse reconhecimento.

 

  1. O Deus de Abraão.
  2. O Templo de Jerusalém.

 

Vale lembrar que, Jerusalém era a cidade do GRANDE REI, aquele que rege sobre os reis da terra. ISSO ERA DE DOMÍNIO PÚBLICO NA ÉPOCA.

"Eu, porém, vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei" (Evangelho de São Mateus, Capítulo V, Versos XXXIV e XXXV) 

"Da parte de Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue" (Apocalipse, Capítulo I, Verso V)  

Observem como, espiritualmente, Jerusalém era a cidade do Grande Rei e sendo ela a cidade do Grande Rei, a mesma, dominada sobre os Reis da Terra. É uma questão apenas de fazer a conexão entre o texto de São Mateus como o texto do apocalipse.

Por esses dois pontos específicos (Deus de Abraão e o Templo), Jerusalém ficou conhecida e almejada pelas nações circunvizinhas. Todas essas nações sabiam a importância do Deus de Abraão, assim como a importância do Templo de Jerusalém.

Eu sei que nossos amigos protestantes não gostam muito do livro canônico de Judite, que por sinal, era muito lido na era apostólica. Esse livro nos fornece uma boa explanação da importância do Deus de Abraão dentro de Jerusalém, e, o porquê, ele era temido entre as nações:

Depois atravessaram o Jordão e tomaram posse de toda a região das montanhas. Expulsaram da sua presença os cananeus, fereseus e jebuseus, os habitantes de Siquém e os gergeseus, e aí viveram por muito tempo. Enquanto não pecaram diante do seu Deus, a prosperidade estava com eles, pois com eles está um Deus que odeia a iniquidade. Mas, quando se afastaram do caminho que Ele lhes traçara, foram terrivelmente destroçados em muitas guerras, e levados em cativeiro para um país estrangeiro; o templo do seu Deus foi arrasado e suas cidades foram conquistadas pelos adversários” (Judite, Capítulo IV, Versos XV ao XVIII)

Segundo o livro canônico de Judite, os hebreus possuem um Deus, e, esse Deus, os livrará de qualquer aflição, principalmente, diante de uma guerra, ou, perseguição. Porém, quando os hebreus se afastam dos preceitos de Deus e de seus mandamentos, os mesmos, não possuíam mais a proteção Divina, e, se tornará alvo fácil para seus inimigos. Essas palavras descritas no livro de Judite foram proferidas por um pagão, ou seja, Jerusalém era temida e reconhecida entre todas as nações. No primeiro século não era diferente, Jerusalém era reconhecida pelo poder de seu Deus, mas, como todos nós sabemos, os hebreus estavam em contaminados pelos pecados de seus pais que mataram todos os profetas dentro de Jerusalém, sendo o último João Batista.

Agora vamos falar um pouco sobre o templo de Jerusalém, e, qual era a importância desse templo para humanidade.

Eu entendo que a doutrinação protestante é baseada apenas no: “eu acho”. Eles acreditam que Jerusalém estando sob domino romano, e, assim, ninguém trabalhava, ninguém comia ou bebia, ninguém comprava ou vendia, ou seja, Jerusalém sob domínio romano, estava fardada ao puro ócio. Porém, nada disso é verdade. O domínio romano era sobre a taxação tributária, sendo assim, naquele momento, era importante ao império romano que os judeus tivesse o mercado ao seu favor, pois, quanto mais se vendia, mais tributo eles pagavam para o império. Eu colocarei aqui, o estudo realizado por uma professora da UFRJ sobre a economia judaica na época de Jesus Cristo e sobra a taxação tributária do império romano:

Na organização imperial romana do séc. I d.C., foi adotada a estrutura de taxação helênica no Leste do Mediterrâneo. Herodes, o Grande, reivindicou de 25-33% dos grãos da palestina e 50% do fruto das árvores. A taxação direta também incluía taxas per capta em dinheiro. Em adição, Herodes impõe taxas indiretas no trânsito de comércio e no mercado de troca. O Templo reivindicava taxas em espécie e em dinheiro. Josefo menciona o fato de que após a morte de Herodes, o Grande, uma delegação de judeus são enviados a Roma para se queixar sobre as taxas com Augusto, dizendo de Herodes: Que ele tinha construído e embelezado as cidades fora de seu território, apenas para arruinar as de seu reino com horríveis impostos e exações. Que tendo encontrado a Judeia florescente e na abundância, ele a havia reduzido à sua miséria anterior. [...] Que além de todos os impostos comuns, de que ninguém estava isento, era-se obrigado a dar grandes somas, para satisfazer à ambição dos seus amigos e dos seus cortesãos e para se livrar das injustas vexações de seus oficiais” (citação de: Rosana Marins dos Santos Silva, Mestre em História Comparada pela UFRJ, professora do curso de Pós-Graduação das Faculdades Simonsen, pesquisadora do LITHAM-UFRRJ. )

A política de taxação e cobrança de impostos juntamente com o leiloamento do cargo de sumo sacerdócio aparecem como conflitos centrais tanto na revolta dos macabeus quanto na revolta contra Roma, uma vez que estimularam a cobiça por meio do enriquecimento fácil por parte da elite judaica, principalmente representada pela classe sacerdotal” (citação de: Rosana Marins dos Santos Silva, Mestre em História Comparada pela UFRJ, professora do curso de Pós-Graduação das Faculdades Simonsen, pesquisadora do LITHAM-UFRRJ. )

A taxa foi introduzida pelos romanos e é cobrada, tratando-se de importação ou exportação, nas divisas territoriais; no mercado interno eram recolhidas nas divisas das cidades, nos mercados, em pontes e estradas. Para arrecadar esse tipo de imposto há os publicanii, estruturados da seguinte maneira: o Estado romano arrenda às pessoas de sua confiança, e bem situadas economicamente, o direito de arrecadação do imposto em uma área. [...] Cf. EAGLETON, Terry. Ideologia. Trad. Silvana Vieira e Luís Carlos Borges. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista: Editora Boitempo, 1997, p. 183. 12 Palavra oriunda do latim publicus, “aquele que exerce funções publicas” ou está a serviço de magistrados, para nomear a função do coletor de impostos. 13 Cf. HANSON, K. C, OAKMAN, Douglas E. Palestine in the time of Jesus. Minneapolis: Fortress Press, 1998, p. 108” (citação de: Rosana Marins dos Santos Silva, Mestre em História Comparada pela UFRJ, professora do curso de Pós-Graduação das Faculdades Simonsen, pesquisadora do LITHAM-UFRRJ. )

Observem pelos estudos aplicados pela professora da UFRJ, Jerusalém ainda possuía o seu comércio, a população continuava tendo trabalhando, e, pagando os seus impostos. A principalmente fonte de riquezas do império romano na época estava fixada sobre a taxação tributária.

Outro fator importante era a questão cultural e politica dentro de Jerusalém. O domínio imperial sobre a taxação tributária não influenciava diretamente nas questões políticas e culturais (fator importante). Se o leitor observar o julgamento de Jesus Cristo que o levou à crucificação, o leitor entenderá que, Jesus Cristo foi julgado, e, condenado pelos judeus segundo as leis judaicas. O império romano não interferiu no julgamento judaico com as leis romanas, até porque, Pilatos não encontrou crime algum em Jesus Cristo. No caso de Jerusalém deixar de ser Jerusalém por causa do domínio romano, a mesma, estaria sob o jugo das leis romanas, e, não sob o jugo das leis judaicas. O que contraria as próprias escrituras.

"Pilatos perguntou: Que farei então de Jesus, que é chamado o Cristo? Todos responderam: Seja crucificado! O governador tornou a perguntar: Mas que mal fez ele? E gritavam ainda mais forte: Seja crucificado! Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!" (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXVII, Versos XXII ao XXV)

Nesse texto que acabamos de ler, existe uma particularidade a respeito da prostituta da babilônia. Prestem atenção quando os judeus dizem: “Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!". A interpretação do apocalipse poderia terminar nesse único verso, não é mesmo? Os próprios judeus pediram para que recaísse sobre eles o sangue de Jesus Cristo.

Sabendo que, Jerusalém ainda possuía as suas próprias leis, religião e cultura, lembrando que o calendário festivo judaico ainda continuava vivo entre os judeus, eu vou agora expor ao leitor, historicamente, toda a importância do templo de Jerusalém para a humanidade. O templo de Jerusalém era uma construção inconcebível para época, pois, dificilmente se encontrava algo semelhante em outra cidade. O templo de Jerusalém foi venerado por Ptolomeu, Cleópatra, Alexandre Magno entre outros ícones da história das antiguidades. O templo era símbolo da cidade de Jerusalém, reconhecido por todas as nações.

A veneração de Alexandre Magno ao Deus de Abraão e ao templo de Jerusalém:

O ilustre conquistador(Alexandre Magno), depois que tomou essa última cidade, avançou para Jerusalém, e o sumo sacerdote Jado, que bem conhecia a sua cólera contra ele, vendo-se com todo o povo em tão grave perigo, recorreu a Deus, ordenou orações públicas para implorar o seu auxílio e ofereceu-lhe sacrifícios. Deus apareceu-lhe em sonhos na noite seguinte e disse-lhe que espalhasse flores pela cidade, mandasse abrir todas as portas e fosse ao encontro de Alexandre revestido de suas vestes sacerdotais, acompanhado pelos demais, que deveriam estar vestidos de branco, sem nada temer do soberano, porque ele os protegeria. Jado comunicou com grande alegria a todo o povo a revelação que tivera, e todos se prepararam para esperar a vinda do rei [...]. Então os judeus reuniram-se em redor de Alexandre e elevaram a voz para desejar-lhe toda sorte de felicidade e de prosperidade. Porém os reis da Síria e os grandes que o acompanhavam ficaram tão espantados que julgassem que ele havia perdido o juízo. Parmênio, que desfrutava grande prestígio, perguntou-lhe como ele, que era adorado em todo mundo, adorava o sumo sacerdote dos judeus. Respondeu Alexandre: Não é a ele, ao sumo sacerdote, que adoro, mas ao Deus de quem ele é o ministro, pois quando eu estava ainda na Macedônia e imaginava como poderia conquistar a Ásia, ele me apareceu em sonhos com essas mesmas vestes e exortou-me a nada temer. Disse-me que passasse corajosamente o Estreito do Helesponto e garantiu que Deus estaria à frente de meu exército e me faria conquistar o império dos persas. Eis por que, jamais tendo visto antes alguém revestido de trajes semelhantes a esses com que ele me apareceu em sonho, não posso duvidar de que tenha sido por ordem de Deus que empreendi esta guerra, e assim vencerei Dario, destruirei o império dos persas, e todas as coisas suceder-me-ão segundo os meus desejos. Alexandre, depois de assim responder a Parmênio, abraçou o sumo sacerdote e os outros sacerdotes caminharam no meio deles até Jerusalém, subiu ao Templo e ofereceu sacrifícios a Deus da maneira como o sumo sacerdote lhe disse para fazer. O sumo sacerdote mostrou-lhe em seguida o livro de Daniel, no qual, estava escrito que um príncipe grego destruiria o império dos persas e disse-lhe que não duvidava de que era dele que a profecia fazia menção” (Flávio Josefo, História das Antiguidades, Capítulo VIII, Livro XI)

Onias, sacerdote, pede a Cleópatra para ser construído um templo igual ao de Jerusalém dentro do Egito:

“Onias sumo sacerdote que, como dissemos; se retirara para Alexandria, a Ptolomeu Filometer, rei do Egito, vendo que a Judeia fora destruída pelos macedônios e pelos seus reis, e desejando ternizar-lhe a memória, escreveu ao rei e à rainha Cleópatra para suplicar que lhe permitissem construir no Egito um templo semelhante ao de Jerusalém e lá constituir sacerdotes e levitas de sua nação. Uma profecia de Isaías, que havia predito, cem anos antes, que um judeu edificaria no Egito um templo em honra ao Deus Todo-poderoso, fortaleceu ainda mais o seu desígnio” (Flávio Josefo, História das Antiguidades, Capítulo VI, Livro XIII)

“Todavia, não era somente em Jerusalém, na Judeia, que os judeus estavam em franco progresso. Eles também eram poderosos em Alexandria, no Egito e na ilha de Chipre. A rainha Cleópatra, estando incompatibilizada com Ptolomeu, deu o comando de seu exército a Chelcias e a Ananias, filho de Onias que, como vimos, construiu no território de Heliópolis um templo semelhante ao de Jerusalém. A princesa nada fazia sem o conselho deles, como refere Estrabão da Capadócia, com estas palavras: Vários daqueles que tinham vindo conosco a Chipre e dos que para lá foram enviados depois pela rainha Cleópatra abandonaram o seu partido para seguir o de Ptolomeu. Somente os judeus, que conservam o afeto a Onias, mantiveram-se fiéis à princesa, por causa da confiança que ela depositava em Chelcias e em Ananias, seus compatriotas" (Flávio Josefo, História das Antiguidades, Capítulo XVIII, Livro XIII)

Eu poderia expor inúmeros textos a respeito do quão importante era a cidade de Jerusalém, o templo e o Deus de Abraão para humanidade na história das antiguidades. Porém, eu creio que o leitor consiga ter essa dimensão lendo os textos por mim citados.

Voltando a falar sobre a prostituta da babilônia, sua queda e o seu desparecimento. Volto a repetir que jamais uma catástrofe faria um território SUMIR do local onde ele se encontra, quanto menos uma guerra entre nações. O que faria essa cidade nunca mais ser encontrada? Isso é simples, pois, é algo totalmente espiritual. O único fator que faria essa cidade nunca mais ser encontra era a perda total da sua IDENTIDADE religiosa e cultural. Só assim essa cidade iria desaparecer da história da humanidade. Mesmo que o seu território permanecesse no mesmo local.

Caros leitores, eu quero que vocês meditem sobre essas palavras de Jesus Cristo narradas no Evangelho de São Lucas:

“E, quando ia chegando, vendo a cidade (Jerusalém), chorou sobre ela, Dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o  tempo da tua visitação” (Evangelho de São Lucas, Capítulo XIX, Versos XLI ao XLIV)

Nesse texto, Jesus Cristo está profetizando exatamente as ruínas de Jerusalém. Em outros textos narrados por outros evangelistas, podemos analisar que, A GRADE TRIBULAÇÃO, estava totalmente ligada a destruição do templo de Jerusalém e ao cerco da cidade ocorrido no reinado de Vespasiano 72 D.C. Observem: Parte inferior do formulário

E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada (Evangelho de São Marcos, Capítulo XIII, Versos I e II)

"Quando virdes que Jerusalém foi sitiada por exércitos, então sabereis que está próxima a sua ruína. Os que então se acharem na Judeia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; os que estiverem nos campos não entrem na cidade. Porque este serão dias de castigo, para que se cumpra tudo o que está escrito" (Evangelho de São Lucas, Capítulo XXI, Verso XX ao XXII)

"Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado; porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será" (Evangelho de São Mateus, Capítulo XXIV, Versos XIX ao XXI) 

Eu creio que todos nós estamos de acordo (gênero, número e grau) que, todos esses textos, no qual, eu retirei dos três primeiros Evangelhos se referem a GRANDE TRIBULAÇÃO. Perceba você leitor que, os textos se referem exatamente a perda da IDENTIDADE DE JERUSALÉM, principalmente, quando nos referimos ao TEMPLO. Ao ler o início da pregação de Jesus Cristo sobre a grande tribulação, podemos entender que, toda a cultura religiosa se passava pelo templo que era a identidade da cidade de Jerusalém. Templo que havia sido saqueado por varias vezes, destruído e reconstruído duas vezes até a destruição promovida por TITVS FLAVIVS no ano de 72 D.C. O que esse general, no qual, posteriormente se tornaria imperador de Roma fez? Simples, ele acabou com toda a identidade da cidade de Jerusalém. A maioria dos judeus foram levados cativos para outras nações, e, sua cultura religiosa se perdeu pós tribulações do apocalipse. Alguém já viu um judeu oferecendo sacrifícios a Deus nos dias de hoje? Segundo a lei mosaica era para ser realizado um sacrifício pela manhã e outro pela tarde todos os dias.

Resumindo, perceba-se que, A GRANDE CIDADE RAINHA ENTRE AS NAÇÕES era conhecida dessa forma por causa do seu Deus e do seu templo. A partir do momento, em que, esses dois pontos foram quebrados em Jerusalém, a cidade judaica se perdeu...  Há quem diga: “mas Jerusalém é a cidade amada por Deus”. A resposta é, sim, ela é a cidade amada por Deus, e, por esse motivo, ela recebeu o seu castigo (Grade Tribulação), pois, a cidade amada por Deus, matou seus profetas, santos e o seu próprio messias. Simples assim!

Caros leitores, amigos, entenda que, Roma nunca poderia ser chamada de prostituta, pois, estamos nos referindo a ROMA IMPERIAL, no qual, não havia vínculo algum com o Deus de Abraão. Roma, naquele momento, adorava CEZAR como deus e todos os deuses antigos... Idolatria, não era uma ofensa para o romano, pois, idolatria era a religião dos romanos. O apocalipse se refere a uma cidade que se prostituiu com outros deuses pagãos, e, quebrou o seu pacto com o Deus de Abraão.

Voltamos ao assunto proposto pelo artigo. A cidade que nunca mais foi encontrada; nesse caso, vamos nos lembrar de que, Jerusalém era reconhecida por causa do Deus de Abraão e por causa do templo. Jesus Cristo diz que, esse templo, seria destruído e NUNCA MAIS ele seria reerguido, pois, o templo a ser reerguido depois das tribulações, era o seu próprio corpo, ou seja, a Igreja que era o corpo místico de Cristo.

Jesus Cristo já está nos trazendo a ideia da perda da identidade de Jerusalém. E essa ideia gira em torno da destruição do templo que nunca mais seria reerguido.

"Respondeu-lhes Jesus: Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias. Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo" (Evangelho de São João, Capítulo II, Versos XIX, XX e XXI)

Nesse momento, e, no final desse artigo, eu quero que o leitor se lembre do meu pedido logo no inicio. O pedido foi para guardar as palavras do profeta Jeremias em lamentações. Vamos nos lembrar do termo: ESCRAVA? Alguma tradução nos apresenta o termo: TRABALHO FORÇADO.

As ruas de Jerusalém, outrora tão movimentadas e cheias de gente, estão agora desertas, silenciosas. A cidade, como uma viúva abatida pelo peso do desgosto, senta-se, desolada, no meio da sua amargura. Ela, que já foi antes a rainha das nações, é agora uma escrava (Lamentações, Capítulo I, Verso I)

A rainha entre as nações que se tornou escrava. Essa profecia tem a ver com a destruição do templo durante as tribulações do apocalipse. Corroborando com essa ideia, São Paulo nos escreve:

“[...] A Escritura diz que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. O da escrava, filho da natureza; e o da livre, filho da promessa. [...] Agar. (O monte Sinai está na Arábia.) Corresponde à Jerusalém atual, que é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém lá do alto é livre e esta é a nossa mãe, [...] Como Isaac, irmãos, vós sois filhos da promessa. Como naquele tempo o filho da natureza perseguia o filho da promessa, o mesmo se dá hoje. [...] Pelo que, irmãos, não somos filhos da escrava, mas sim da que é livre” (Carta de São Paulo aos Gálatas, Capítulo IV, Versos XXI ao XXXI)

Nesse belíssimo texto, São Paulo nos explica que Jerusalém TERRENA é escrava e filha de AGAR (a escrava). E Jerusalém Celestial é a cidade livre filha (Sarah) da promessa. É essa Jerusalém que almejamos.

Conclusão:

Caros leitores, Agar era escrava de Abraão, no qual, teve um filho com o mesmo chamado Ismael. Esse filho foi jogado com sua mãe no deserto, porém, ele sobreviveu e deu origem a uma nação chamada nos tempos antigos de Ismaelitas. Hoje, essa nação é conhecida como: Árabes. Todos esses descendentes aderiram ao Islamismo como religião.  

Sabendo que Jerusalém terrena perdeu o seu templo, sua cultura e religiosidade (IDENTIDADE). Observem o que existe hoje no que fora antigamente o TEMPLO DE JERUSALÉM:

Não preciso dizer mais nada sobre o porquê Jerusalém nunca mais foi encontrada, hoje, Jerusalém terrena é escrava filha de Agar, não possui mais a sua identidade com a Jerusalém anterior as tribulações do apocalipse.

Mais uma vez eu acabo com: AS MENTIRAS DO APOCALIPSE PROTESTANTE.

Autor: Cris Macabeus.