As mentiras do Apocalipse Protestante! 

CEZAR NERO – O verdadeiro “666” do apocalipse!

CEZAR NERO – O verdadeiro “666” do apocalipse!

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis (Apocalipse, Capítulo XVII, Verso XVIII)

Muito se fala a respeito do número da besta, varias heresias são inventadas sobre esse assunto, especulações subjetivas são propagadas como estudos teológicos práticos. Porém, nada do que se vê (em seitas protestantes judaizantes e pentecostais) possui teor teológico suficiente para decodificar a mensagem revelada por São João Evangelista.

Primeiro devemos destacar que, apocalipse significa: REVELAÇÃO; ou seja, nem sempre um apocalipse é uma revelação de algo que irá ocorrer em um futuro longínquo. Levemos em consideração o próprio livro do profeta Daniel, no qual, o mesmo, revela profecias para um futuro próximo, longínquo e também, coisas que já haviam ocorrido como o próprio império babilônico.

No apocalipse de São João, livro canônico do NT, acontece o mesmo, pois foram reveladas a São João coisas presentes e futuras para um tempo próximo. Observem:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que em breve há de acontecer. Ele enviou o seu anjo para torná-la conhecida ao seu servo João, que dá testemunho de tudo o que viu, isto é, a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo. Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo (Apocalipse, Capítulo I, Versos I – III)

“Escreve, pois, o que viste, tanto as coisas atuais como as futuras(Apocalipse, Capítulo I, Verso XIX)

Levando em consideração as palavras descritas por São João Evangelista, podemos concluir que, o apocalipse estava revelando algo para aquele momento e para o futuro daquela geração. Sendo assim, vamos começar nossos estudos sobre o número da besta interpretando corretamente as palavras de São João Evangelistas no capítulo dezessete.

“Aqui se requer uma inteligência penetrante. As sete cabeças são sete montanhas sobre as quais se assenta a mulher. São também sete reis: cinco já caíram, um subsiste, o outro ainda não veio; e quando vier, deve permanecer pouco tempo. Quanto à Fera que era e já não é, ela mesma é um oitavo {rei}. Todavia, é um dos sete e caminha para a perdição” (Apocalipse, Capítulo XVII, Versos IX – XI)

Observando o texto e analisando as palavras descritas no apocalipse, primeiramente, conseguimos entender perfeitamente que, o apocalipse capítulo dezessete foi escrito justamente no reinado do imperador: VESPASIANO. Segundo o autor, naquele momento, ele, João, vivia um SEXTO REINADO. Cinco reinados já haviam passado e um breve reinado ainda estaria por vir. O oitavo reinado seria o mesmo reinado de um dos sete anteriores. Não é difícil entender aquilo que foi revelado, no entanto, devemos ter conhecimento histórico do cenário político da época. Lembrando as palavras de São João Evangelista:

 

  • São sete reis mais um oitavo que seria um dos sete.
  • Cinco já caíram.
  • Um existia na época.
  • O sétimo iria vir e durar pouco tempo até o oitavo reinado.

 

O império romano inicia-se justamente com Otavio Augusto (primeiro imperador). Depois desse veio: Tibério, Caio, Cláudio e CEZAR NERO. Esses foram os cinco reis caídos. O que devemos ter em mente, é que, CEZAR NERO foi primeiro imperador a perseguir os CRISTÃOS, o mais cruel e sanguinário que já existiu. Sobre os ocorridos em seu reinado, já comentamos em outros artigos. Depois de CEZAR NERO, o império romano passou por um momento hostil, sendo que, Roma estava em guerra civil. Galba, Otton e Vitélio tentaram tomar o poder imperial, porém não tiveram êxito. Como esses três (sucessivamente) não obtiveram os seus reinados concluídos, apresentamos o SEXTO REINADO. Esse foi o reinado de VESPASIANO, pai de Tito Flavius e Domiciano. A partir desse momento temos um antes e um depois, ou seja, antes do sexto reinado e depois do sexto reinado.

“Nero fez aparecer como culpados (do incêndio em Roma) os cristãos, uma gente odiada por todos por suas abominações, e os castigou com mui refinada crueldade (TÁCITO, Anais, 15:44) 

Passamos agora à interpretação da besta que era, não existia, mas  voltaria a existir. Observem aquilo que fora narrado por São João Evangelista: “São também sete reis: cinco já caíram, um subsiste, o outro ainda não veio; e quando vier, deve permanecer pouco tempo. Quanto à Fera que era e já não é, ela mesma é um oitavo {rei}. Todavia, é um dos sete.

Concluindo o texto, durante o reinado de Vespasiano, São João Evangelista escreveu o capítulo dezessete do apocalipse, sendo que, o nome da besta a ser calculado segundo numerologia proposta pelo autor: seria o nome de um homem que viveu antes de Vespasiano, não existia durante o reinado de Vespasiano, mas voltaria a existir depois do reinado de Vespasiano.

Interessante saber que, a besta possuía várias características, porém, uma delas é essencial na decodificação do número da besta. Observem o texto:

Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação” (Apocalipse, Capítulo XIII, Verso VII)

Essa característica é muito importante, pois a besta recebeu o poder de fazer guerra aos SANTOS e vencê-los. Historicamente, entre os oito imperadores do primeiro século, apenas dois imperadores fizeram guerra aos santos. Esses foram: CEZAR NERO e DOMICIANO.

Domiciano deu provas de uma grande crueldade para com muitos, dando morte sem julgamento razoável a não pequeno número de patrícios e de homens ilustres, e castigando com o desterro fora das fronteiras e confisco de bens a outras inúmeras personalidades sem causa alguma. Terminou por constituir a si mesmo sucessor de Nero na animosidade e guerra contra Deus. Efetivamente ele foi o segundo a promover a perseguição contra nós, apesar de que seu pai Vespasiano nada de mal planejou contra nós” (História Eclesiástica de Euzébio de Cesareia, Livro III, Capítulo XVII, Verso I)

Lembrando que, segundo Tácito, historiador pagão, desde a morte de CEZAR NERO estabeleceu-se em Roma a crença de que, CEZAR NERO iria voltar a reinar em Roma.

Após o suicídio de Nero, nas províncias orientais foi estabelecida a crença de que, na realidade, não estava morto e que em qualquer momento poderia voltar. Esta crença estendeu-se até tornar-se autêntica lenda popular” (A vida dos doze césares, Vida de Nero, Tácito II, Dião Cássio, História Romana LXVI)

O mesmo diz Suplicius Severus afirmando que, CEZAR NERO foi mistério da iniquidade:

“Entretanto, Nero, já detestável até mesmo por conta da própria consciência de suas ações perversas, foi removido dos assuntos humanos. Mas era incerto se ele tinha cometido suicídio. Certamente seu corpo tinha desaparecido. Assim, acredita-se que, embora se tenha atravessado com uma espada, ele foi curado de sua ferida mortal e foi preservado, de acordo com o que foi escrito sobre ele: E sua ferida mortal foi curada (Apocalipse 13:3), que ele deve retornar no fim para que o mistério da iniquidade possa ser cumprido (2ª Tessalonicenses 2:7) (Suplicius Severus, Historia Sacra, 2.29. PL 20:146)

Bem, creio que dispensa mais comentários a respeito de quem seja a besta do apocalipse segundo a numerologia proposta por São João Evangelista no livro do apocalipse. O que eu farei agora é decodificar o número “666” provando que, o único nome existente na face da terra, no qual, se enquadra perfeitamente na revelação do apocalipse é o nome de CEZAR NERO. Domiciano entra na história como alguém que deu continuidade aquilo que CEZAR NERO começou durante o seu reinado (assim como afirma Euzébio de Cesareia).

Durante os últimos quinhentos anos, vários nomes foram propagados pela desgraça protestante, e por sinal, todos eles referentes à Santa Igreja Católica, porém, nada contundente. Nomes como: Papa, Vigário de Cristo, São João Paulo II fizeram parte da tentativa frustrada desse bando de hereges, no entanto, facilmente refutados pelos verdadeiros exegetas. Sendo assim, vamos à descodificação do nome de CEZAR NERO.

Relevante é saber que, São João Evangelista era hebreu, mas o apocalipse foi escrito no grego koinê. Não podemos nos esquecer de que, mesmo o apocalipse tendo sido escrito no grego, os termos utilizados dentro do livro foram termos provindos da cultura hebraica. Agora ficou mais simples para decodificar o número da besta. São João Evangelista escreve o nome de CEZAR NERO em grego koinê, porém utiliza-se da gemaria, ou, guematria hebraica para calcular o nome a ser revelado.

Obs.: “guemátria, guematria ou guimátria é o método hermenêutico de análise das palavras bíblicas somente em hebraico, atribuindo um valor numérico definido a cada letra”.

Vamos começar com a forma mais correta para análise do número da besta. O nome de CEZAR NERO no grego é: KAISER NERON. No hebraísmo se inverte o nome com o título imperial unindo-os em uma só palavra, no caso, o nome do cruel imperado ficaria: NERONKAISER. Traduzindo o nome do imperador para o hebraico antigo, usando somente as letras correspondentes ao valor número (o hebraico antigo não possuía vogal) temo então o resultado: NWRNRSQ.

Após traduzir o nome de KAISER NERON para o hebraísmo, nos resta somar os seus valores numéricos segundo o sistema de guematria hebraica.

Caro leitor, perceba como a soma numérica é perfeita!

NERONKAISER

N (50) + w (6) + r (200) + n (50) + r (200) + s (60) + q (100) = 666.

Tudo muito simples, claro e objetivo. Não há dúvidas que, os Cristãos na época sabiam perfeitamente daquilo, no qual, São João Evangelista estava revelando. Porém, a desgraça protestante não iria ficar por baixo, utilizando-se de “merchans” e “sofismas” baratos, decidiram descontruir a ideia central de que, CEZAR NERO seria o “666” revelado no apocalipse. Claro, o objetivo foi tentar colocar a Santa Igreja Católica na parada. Para isso, a desgraça protestante, simplesmente, inventou supostos “ERROS” no nome de CEZAR NERO insinuando que, o nome do imperador mencionado não corresponderia ao “666” segundo a guematria hebraica.

Como a desgraça protestante tentou desconstruir a verdade, eu irei descontruir os supostos erros segundo a protestada.

O primeiro suposto erro: Segundo os sofistas, o nome de KAISERNERON (grego), jamais poderia ser usado no sistema de guematria hebraica, já que, CEZAR NERO era um imperador romano e seu nome obrigatoriamente teria que ser escrito no latim e não no grego. A única diferença entre o nome grego e o latim é o acréscimo da letra (N) nome NERO, ou seja, em grego o nome do cruel imperador seria NERON. Sendo assim, usando o nome CEZAR NERO no latim, traduzindo para o hebraico e utilizando-se do sistema de guematria hebraica, não daria o número “666” e sim “616”. Mas, como toda a mentira sucumbi diante da verdade, foi encontrado um papiro (latino e armênio) datado do século III, no qual, o copista – sabendo dessa variação do nome de CEZAR NERO –, escreveu no apocalipse o número da besta com a soma numérica de “616”, ou seja, possuímos copias do apocalipse com as duas variações do nome de CEZAR NERO. O famoso papiro ficou conhecido como: PAPIRO 115.

O segundo suposto erro: Segundo os sofistas, o nome “CEZAR” do grego “KAISER” traduzido para o hebraico teria que ser escrito de uma forma errada com erros em sua grafia para que o resultado esperado somasse justamente o valor de: “666”. (Vide a imagem abaixo).

  

Porém, a suposta ortografia errada, defeituosa e estranha (segundo a desgraça protestante), faz parte de uma grafia moderna e contemporânea, no qual, não possuí base na grafia antiga usava na época de São João Evangelista. No entanto, se o leitor fizer uma pequena pesquisa sobre a grafia hebraica antiga, com certeza, encontrará, por exemplo: LÉXICO DE JASTROW do Talmud. O léxico possui a mesma grafia, no qual, a soma do nome de NERONKAISER segundo o sistema de guematria hebraica chega-se no resultado de “666”.

Referencia: Marcus Jastrow (Dicionário da Targumim, o Talmud Babli, e Yerusahalmi, e o Midrashic Literatura, p. 865).

Terceiro e último suposto erro: Segundo os sofistas, a soma realizada segundo a guematria hebraica em cima do nome: KAISERNERON estaria errada.

r (200) + s (60) + q (100) n (50) + w (6) + r (200) + N (50)= 666.

No sistema de guematrina hebraica, o último (N) teria um valor de “700” e não de “50”. Sendo verdade essa afirmação, o nome de CEZAR NERO somaria o valor de “1316”. Infelizmente, para os protestantes claro – no hebraísmo –, inverte-se o título com o nome e une-se o nome ao título. KAISER NERON, inverte-se para NERONKEISER unindo em um só nome. Desse modo o último (N) deixaria sua posição final e passaria para o meio do nome obtendo o valor de (50). Assim, chegamos ao resultado proposto por São João Evangelista no apocalipse.

Alguns Cristãos dos primeiros séculos deixaram o seu testemunho sobre esse assunto. Muitos – como já mencionamos – comparavam CEZAR NERO com o anticristo revelado por São João. Observem:

Santo Agostinho (354 – 430 D.C.) sobre CEZAR NERO: “Alguns pensam [...] que ao dizer: Porque o mistério da iniquidade já opera, ele aludiu a Nero, cujas ações já pareciam ser como as ações do Anticristo. E por isso alguns supõem que ele ressuscitará e será o Anticristo. Outros, mais uma vez, suponham que ele não está morto, mas que ele estava escondido [...] e viverá até que ele seja revelado em seu próprio tempo [...]” (Augustine, Civ. 20.19. Translated by Marcus Dods: New York: Random House, 1950, 739)

O que significa a declaração que, o mistério da iniquidade já opera? [...]. Alguns supõem que isso seja dito da parte do imperador romano, e, portanto, Paulo não falou em palavras claras, porque ele não teria suportado a acusação de calúnia por ter falado mal do imperador romano; embora, ele sempre esperava que o que tinha dito, seria entendido como aplicação de CEZAR NERO (Santo Agostinho, citado por Moses Stuart em: Apocalipse)

São Quodvultdeus (450 D.C.) bispo de Cartago sobre CEZAR NERO: “Portanto, o oitavo rei, a quem ele [João] chama de Anticristoalguns querem entender como Nero, de modo que ele é a besta que era, e não é, e virá novamente (Apocalipse 17:8)” (Quodvultdeus, On the Promises and Predictions of God, Dimidium Temporis, 8. CCSL 60:201. On Quodvultdeus eschatology, Daniel Van Slyke, Quodvultdeus of Carthage. The Apocalyptic Theology of a Roman African in Exile. Early Christian Studies 5. Strathfield, Australia: St Pauls [sic] Publications, 2003)

São Jerônimo (347 – 420 D.C.) Sobre CEZAR NERO: Como para o Anticristo, não há dúvida que ele vai lutar contra a santa aliança [...] esses eventos foram tipicamente prefigurados sob Antíoco Epifânio, de modo que, este rei abominável que perseguira o povo de Deus, prefigura o anticristo, que, está a perseguir o povo de Cristo. E assim, há muitos dos nossos ponto de vista que, pensam que CEZAR NERO era o anticristo por causa de sua selvageria e depravação (São Jerônimo - Comentário sobre Daniel, notas sobre Daniel 11:27-30)

Conclusão:

Todas as tentativas de querer desconstruir a verdade sobre o “666” apontado por São João Evangelista no apocalipse, acaba chegando ao mesmo resultado final. Jamais existirá outro nome que enquadre totalmente nas características do “666”. A fórmula para obter a decodificação dessa soma numérica é simples, clara e objetiva. Qualquer manobra para desconstruir essa ideia e tentar jogar outro nome dentro da profecia de uma forma subjetiva, não passará pelo crivo das autoridades teológica existentes nesses 20 séculos de Cristianismo.

Autor: Cris Macabeus.

Referências:

Revista Cristã: Última Chamada.

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